Sementes do Céu
VOCÊ ESTÁ PRONTO PARA SEGUIR JESUS?
O Chamado Radical ao Discipulado e a Cura Integral (Baseado em Lucas 9:51-62)
Introdução
A jornada de fé exige uma decisão inabalável. Refletindo sobre o Evangelho de Lucas (9:51-62), Padre Reginaldo Manzotti nos convida a meditar sobre o discipulado radical e a soberania de Deus em nossa vida, principalmente no que tange à cura.
O ponto de partida é a vitória de Cristo. O mal já está derrotado. O desafio, para nós, é tomar posse dessa vitória, vivendo a promessa de que, em Cristo, somos mais que vencedores.
1. A Firme Decisão e a Sua “Jerusalém”
O Evangelho narra que Jesus tomou a firme decisão de partir para Jerusalém. Para o pregador, este é um ponto crucial: Deus quer pessoas decididas e com autoridade, não indecisas.
Jerusalém é o lugar da oblação e do Amor Total. Em nossa vida, ela representa a nossa maior prova, o nosso lugar de desafio. É o lugar onde seremos “macerados e esmagados”, mas que nos santifica, pois faz parte da pedagogia curativa de Deus para que cresçamos em Sua graça.
2. As Exigências do Discipulado: Confiança Absoluta
A passagem de Lucas apresenta três encontros que definem o discipulado, reforçando a necessidade de renúncia e confiança:
- Não ter onde reclinar a cabeça: Ao primeiro anônimo que se oferece para segui-lo, Jesus responde sobre a falta de moradia fixa (as raposas têm sua toca…). Isso é um chamado a ser itinerante e viver pela Providência Divina. É a cura da ansiedade de querer guardar o maná, aprendendo a confiar em Deus a cada novo dia.
- Deixar que os mortos enterrem seus mortos: O chamado à prioridade imediata do Reino.
- Não olhar para trás: Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus. Não devemos deixar que nada no passado nos faça voltar a ele, focando na caminhada com Jesus.
3. O Mandato da Cura e a Fé nos Milagres
Uma parte significativa da pregação se concentra na ação curativa de Deus. Padre Manzotti afirma que a doença e a dor entraram no mundo pelo pecado, e a ação de Jesus no mundo foi marcada por ensinamentos, gestos e, principalmente, curas, milagres e prodígios.
A Igreja Católica, por mandato de Jesus, é depositária da cura de Deus. O pregador faz uma forte defesa da literalidade dos milagres bíblicos (como a multiplicação dos pães e a cura do leproso), alertando contra o racionalismo que tenta limitar ou relativizar o poder de Deus.
4. A Cura Maior e o Amor de Deus Incondicional
Apesar da fé nos milagres, o amor de Deus não pode ser medido pelo fato de sermos curados ou não. Deus ama quem vive, quem morre, quem sofre e quem não sofre. No entanto, o cristão deve pedir com insistência: “pedi e recebereis”.
A chave da oração de cura é a humildade:
“Senhor, na minha limitação, naquilo que estou vivendo, se queres, Tu podes me curar.”
Deus dará a cura daquilo que for a origem do problema, o que mais está colocando em risco a nossa salvação. Por vezes, a doença que persiste — o chamado “espinho na carne” de São Paulo — é o próprio remédio amargo que Deus permite para a nossa santificação.
5. A Necessidade da Cura Afetiva e Emocional
O sacerdote destaca que muitas vezes, a cura de que mais precisamos é a cura interior. Traumas, ressentimentos, frustrações e o “desamor” (a incapacidade de amar por não ter se sentido amado) causam mais estragos que muitas doenças físicas.
A cura para o desamor está em Deus, que nos ama de verdade.
Conclusão
Nossa Igreja é uma Igreja de Milagres e Prodígios. Devemos nos arriscar no Senhor, rezar com fé e buscar a cura para o nosso corpo e para a nossa alma, confiando que Deus sabe o que mais necessitamos para a nossa salvação.
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